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A união de todos os envolvidos no programa de proteção dará condições de ampliarmos os serviços além dos limites geográficos que compreendem os nossos municípios

“Destacou o procurador Geral do município livramentense Vlademir de Lima Brandão.”

  • Publicado em 21/03/2019

Fonte: Da assessoria

Autor: Da assessoria

Autor da Foto: Da assessoria

Ao participar nesta manhã de quinta-feira (21.3), no Centro Universitário de Várzea Grande - UNIVAG, da assinatura do Termo de Cooperação Técnica da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, envolvendo os municípios de Várzea Grande e Livramento, e que tem por objetivo de formular e divulgar as ações de enfrentamento à impunidade e violência contra a mulher, e a aplicabilidade da Lei 11.340 – conhecida por Lei Maria da Penha, o Procurador Geral do município livramentense, Vlademir de Lima Brandão destacou que somente a união de todos os envolvidos no programa de proteção, “dará condições de ampliarmos os serviços além dos limites geográficos que compreendem os nossos municípios.”

Brandão também ressaltou da ciência que todos têm a respeito da violência contra a mulher, o que ele classificou com “uma chaga em nossa sociedade.” Ele lembrou que essa prática não é diferente no município de Livramento, por possuir peculiaridades que agravam essa situação. “Para quem não conhece informações de Livramento, o município possui uma extensa área territorial de cinco vezes mais o território de Várzea Grande e com mais de 70% dos seus habitantes, maior parte mulher, radicadas na zona rural. Estão espalhados nos mais distantes rincões que vai desde a Região do Pantanal a Serra das Araras e em outros extremos, como a divisa de Várzea Grande e também com os municípios de Cáceres, Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antonio de Leverger, Porto Estrela e Rosário Oeste.”

Se isso ainda não bastasse, o Procurador explicou que no município papa-banana ainda se concentra uma sociedade eminentemente tradicional, patriarcal e machista. “Nessas situações quase sempre depararemos com situações e que as mulheres estão sendo vítimas de opressão e violência doméstica e familiar, e diante desses fatos anteriormente citados, a sociedade regional se faz de cega, muda e surda.”

Tudo isso, segundo o Procurador remete a velha máxima de que, “em briga de mulher, ninguém mete a colher e assim a opressão contra as feministas vai se aumentando e reproduzindo um terrível fenômeno social.”

Antes de finalizar, Brandão chamou novamente a atenção destacando que a situação merece um enfrentamento imediato e sem tréguas, “e dessa forma parabenizo todos os envolvidos na ação, e hipotecando em nome do prefeito de Livramento Silmar de Souza Gonçalves, todo nosso apoio incondicional.”    

Vale lembrar que além de Livramento e Várzea Grande, existem outros parceiros que compõem à Rede de Enfrentamento de Proteção, como Ministério Público e outras instituições públicas e privadas.

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