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Audiência Pública discutiu Segurança Pública em Livramento
“Hoje mesmo o relatório das discussões deverá ser encaminhado as autoridades competentes.”
Fonte: Da assessoria
Autor: Da assessoria
Autor da Foto: Da assessoria
Por meio da Prefeitura e Câmara de Vereadores de Livramento, o Conselho Comunitário de Segurança do lugar promoveu ‘Audiência Pública’, na última sexta-feira, 26 de abril, onde se debateu o crescimento do índice de violência na região após o fechamento da Delegacia Civil na cidade dos papa-bananas, situada a 32 km da capital, Cuiabá.
Por quase três horas diversos representantes da comunidade livramentense expressaram “descaso” por parte do governador Mauro Mendes com o lugar, já que o município de Nossa Senhora do Livramento vivencia momento de fragilidade e deficiência no seu aparato de segurança, mediante tráfico de drogas, assaltos e latrocínios.
“O govenador elegeu mentindo pra nós que investiria em Segurança. Tremendo mentiroso”, disparou o presidente do Conseg Benedito Bento de Campos. No mesmo tom fez o secretário municipal de Administração e Finanças Manoel Gonçalo de Campos, “eles tratam Livramento como sendo um puxadinho da capital.” Já a vereadora livramentense Leila Lúcia Martins de Mello destacou que devido a violência na cidade, “não se pode sequer sentar a porta para fazer fuxico.” “Num período de três meses fui assaltado três vezes e ainda fui amarrado a moda porco”, se exaltou o presidente da Câmara de Vereadores do lugar, Gilson Almeida. Outros também destacaram o terror que hoje impera na cidade de pouco mais de 12 mil habitantes, inclusive denunciando a inércia e conivência da Polícia Militar frente a alguns casos. “A polícia sabe onde funcionam as bocas de fumo, sabe também onde está os malandros e nada age, faz vistas grossas para a situação”, acusou a moradora Sônia Monteiro. Esses apontamentos e outros mais acorreram durante as discussões.
O fechamento da Delegacia Civil em Livramento também foi duramente criticado pelo deputado estadual Elizeu Nascimento. Ele que integra a Comissão de Segurança Pública e Comunitária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso disse que essa é uma atitude errônea por parte do governador. “É um absurdo fechar delegacias, aqui como também em outros lugares. É querer regredir a um caos total."
Representantes da Segurança Pública se fizeram presentes e até tentaram justificar a situação. “O governador Mauro pegou o estado com deficiência financeira e de policiais, mas logo isso irá se resolver, talvez até mesmo com a reabertura da Delegacia Civil aqui”, destacou o Cel. Bastos, - representando a Secretaria Estadual de Segurança Pública. No mesmo tom também falou o comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar, em Várzea Grande – Cel. PM Marcos Roberto Sovinski.
Ao final não teve jeito. A população livrametense exige a reabertura da Delegacia Civil no lugar, assim como envio de mais uma viatura e mais efetivo militar, e ainda a formalização de parcerias para aquisição e instalação de câmeras de monitoramento nas principais vias públicas da cidade. Hoje mesmo, o relatório das discussões deverá ser encaminhado as autoridades competentes.
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