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Comunidade de Livramento reúne com delegados e cobra reabertura de Delegacia

  • Publicado em 18/06/2018

“Reclamam sobre o avanço da criminalidade após o fechamento da Delegacia de Polícia Civil (PJC) no município papa-banana de pouco mais de 12 mil habitantes e situado cerca de 42 km da capital, Cuiabá.”

 

Reunião que tratou sobre fechamento de Delegacia

Uma comissão formada por representantes de vários segmentos da sociedade da cidade de Nossa Senhora de Livramento esteve reunida na sexta-feira (15), com a delegada regional de Várzea Grande Daniela Silveira Maidel onde reclamaram sobre o avanço da criminalidade após o fechamento da Delegacia de Polícia Civil (PJC) no município papa-banana de pouco mais de 12 mil habitantes e situado cerca de 42 km da capital, Cuiabá.

A Delegacia foi fechada no inicio deste ano e hoje na cidade funciona apenas um posto da Polícia Civil, que conta com apenas um investigador destinado a registrar ocorrências policiais. O posto para a confecção de Boletins de Ocorrência (BOs) foi instalado no prédio construído e destinado a funcionar a Rodoviária Municipal. Ele (posto) foi alojado numa sala de apenas 12m² cedida pela Prefeitura, e visa atender aos casos ocorridos naquela localidade. Funciona somente em horário comercial, e de segunda e sexta-feira.

“Com o fechamento da Delegacia passamos viver dias ainda mais difíceis. Além do fechamento da Delegacia também contamos com pouco efetivo da Polícia Militar. Se tudo isso não bastasse, Livramento tem uma expansão territorial imensa para se cuidar”, ressaltou o presidente do CONSEG livramentense Benedito Bento de Campos.

Benedito Bento foi além ao denunciar um ato covarde e violento ocorrido recentemente no município: “Lá está violento como nas cidades grandes. Tivemos caso em que uma das nossas conselheiras foi espancada, e infelizmente, levou três dias para registrar o BO aqui na Várzea Grande.”

O secretário municipal de Planejamento e Finanças Manoel Gonçalo de Campos destacou sobre a sensação de não mais se ter uma delegacia com profissionais funcionando na cidade. “Com a saída da Delegacia e, consequentemente de seus profissionais, nos passou adotar uma sensação sem tamanho de insegurança.”

Ainda segundo o secretário, “reconhecemos que a segurança melhorou nos centros de Várzea Grande e Cuiabá, porém empurrou a bandidagem ainda mais pro nosso lado e nossa região. Nossa zona rural que é composta de 70% dos habitantes está à mercê!”

Já o vereador Erli de Queluz foi mais enfático em suas palavras e pediu: “Estamos aqui para pedir socorro através de vocês.”

Outro membro do CONSEG livramentense Ciro Leite reclamou que por mais de 30 anos morando em Livramento, jamais viu a cidade passar por essa situação.

Após ouvir a todos, a delegada Daniela Silveira explicou sobre os fatos que levou ao fechamento da Delegacia. “Não havia condições nenhuma para continuarmos com a Delegacia ali. O prédio, além de ser alugado, já não apresentava a mínima segurança para o escasso número de profissionais que tínhamos ali. Nossos policiais ali foram aposentando e nós não conseguimos repor o efetivo”, salientou.

De acordo com a delegada, nem por isso a Polícia Civil deixou de oferecer o serviço básico do BO na cidade. “Não entendi essa situação da conselheira precisar vir pra Várzea Grande para registrar o BO, já que lá temos um profissional para essa atividade.”

A fala da delegada Daniela foi reforçada pelo delegado da 3ª Delegacia de do Jardim Glória (VG) Olímpio da Cunha Fernandes Júnior. Olímpio que também agora responde pelo aparato Civil em Nossa Senhora do Livramento comparou que mesmo com o fechamento da Delegacia de Livramento, a violência ali tende a diminuir, e que a falsa sensatez de insegurança não perdurará por muito tempo.

“Na verdade vocês ainda não viram os reflexos das mudanças. Pode até não acreditar. Fechamos a Delegacia lá, mas em compensação intensificamos os trabalhos diariamente na cidade e região. Passamos a desempenhar um serviço de inteligência. Prova disso foi a prisão recentemente de vários autores de um roubo majorado na região.”

Após inúmeras reclamações e explicações, foi respondido que através da Delegacia Regional nada poderá se fazer e Livramento tende a continuar sem Delegacia de Polícia Civil. A Delegacia Regional de Várzea Grande responde também por Poconé, Jangada, Rosário Oeste, Nobres e Nossa Senhora do Livramento.

Participaram do encontro membros do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Conselho Tutelar, Câmara e Prefeitura de Livramento.

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