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Em entrevista prefeito fala sobre as dificuldades que o município de Livramento atravessa
Questionado Souza citou os setores a que vem tendo grandes dificuldades diante das falta de recursos: Infraestrutura (mais precisamente pontes e estradas), Saúde e Educação
Em entrevista a um canal de TV da Capital, Cuiabá, o prefeito de Nossa Senhora do Livramento Silmar de Souza enumerou as dificuldades pelo qual o município atravessa. O encontro entre a equipe de reportagem e o gestor aconteceu na tarde desta quarta-feira (29.11) na prefeitura municipal.
Na ocasião o prefeito livramentense Souza (como gosta de ser chamado) falou sobre o que a administração tem feito para economizar e cobrir custos daquilo que está faltando.
“Desde o mês de abril, quatro meses após assumirmos o mandato, adotamos alguns ajustes diante das necessidades como a diminuição do meu próprio salário, do vice e dos secretários, reduzindo em 25%”.
Outras ações: “Depois fizemos o corte de duas secretarias: Desenvolvimento Rural e de administração. Diminuímos o nosso horário de trabalho para que pudéssemos ter uma economia também. E, a tendência para o ano que vem é agir com mais rigor para que possamos honrar com os nossos compromissos diante do momento em que atravessa o país de maneira em geral.”
Segundo Souza: “É no município que as coisas acontecem, é no município que a gente é cobrado já que é aqui que as pessoas convivem diariamente”, completou.
Questionado novamente, Souza citou os setores a que vem tendo grandes dificuldades diante das falta de recursos: Infraestrutura (mais precisamente pontes e estradas), Saúde e Educação.
Estradas e pontes: “70% da nossa população vive na zona rural. Este ano arruamos muitas pontes e quilômetros de estradas, mas as chuvas que começaram a cair e já começaram também os incômodos.”
Educação: “Temos escolas precisando de reformas, mas diante da crise não dá pra fazer com a diminuição dos nossos recursos. Os repasses para o transporte escolar estão também deixando a desejar. Ano passado a Educação recebeu cerca de R$ 900 mil, e este ano não chegou a R$ 600 mil, porém as despesas sempre crescendo com o aumento do óleo diesel e tudo mais. Prova disso temos ônibus quebrados e sem condições de uso e até de conserto.”
Saúde: “Recebíamos em anos anteriores cerca de R$ 600 mil/ano, automaticamente 50 mil/mês, e este ano só recebemos até hoje R$ 150 mil, média de R$ 15 mil/mês. As coisas do jeito que vão indo não sei até quando a gente vai aguentar. Ou nós mantemos o hospital municipal aberto e não damos conta de pagar salários e fornecedores, ou fechamos as portas, e nós políticos sofreremos o desgaste de maneira em geral.”
Salários: “O salário dos servidores estão em dia graças a Deus e as medidas que tomamos lá atrás. Elas nos ajudaram muito. Nesta quinta-feira pagamos o novembro.”
13º salário: “No meio do ano pagamos 50% do 13º salario. E, a partir de segunda-feira já vamos correr atrás de recursos para pagarmos dezembro e o restante do 13º. Se Deus quiser conseguiremos fechar este ano com salário em dias.”
Conselho: “Acho que os nossos políticos deveriam estar mais atentos às questões sociais e agir com mais seriedade para tirarmos o país dessa crise que ai esta, aliás, uma tragédia sem precedentes”, concluiu Souza
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