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Filha organiza lançamento de livro com histórias e poemas compostos pela mãe falecida em 2020
"Professora Carmela, com era carinhosamente chamada, morreu em maio de 2020, aos 67 anos, mas deixou alguns textos e poemas escritos agora publicados"
Fonte: Assessoria
Autor: Assessoria
Legenda: Os escritos buscam manter viva a memória do povo papa-banana
Autor da Foto: Assessoria
Boas lembranças e reminiscência às emocionantes histórias estão contidas no livro “Nossa Senhora do Livramento e as suas descobertas” da escritora Carmelinda Ferrante Maciel da Silva. O lançado aconteceu na noite do último sábado (17/12), no Centro de Comercialização ‘É de Livramento’, na cidade dos papa-bananas. Professora Carmela, com era carinhosamente chamada, morreu em maio de 2020, aos 67 anos, mas deixou alguns textos e poemas escritos agora organizados e publicados por uma das suas filhas, Delaine Cristina Ferrante.
Dezenas de pessoas estiveram presentes no evento, entre elas “os Maciel da Silva”, “os Monteiros”, “os Mirandas”, e parentes da escritora, como o viúvo Licínio Aurélio M. da Silva, as filhas da autora, Delaine Ferrante e Marta Ferrante, o prefeito municipal Silmar de Souza, a os secretários José Eugênio e Maria Auxiliadora, a professora Solange Gonçalina da Silva, a ex-aluna da escritora, Adélia Miranda, a professora Dora Almeida, a gestora da Biblioteca Municipal Cilo Seixas, Arenil Monteiro, o pastor Brasilino, o ex-prefeito e ex-deputado Francisco Monteiro, e o ex-prefeito de Várzea Grande, deputado estadual, governador, senador e deputado federal eleito, Júlio José de Campos.
Filha Delaine Ferrante
Ela tem apenas 45 anos, porém, já atua como professora de italiano desde 1998. Também já prestou serviço ao vice-Consulado da Itália, em Cuiabá, de 2008 a 2015, em conjunto a mãe, Carmelinda. Ela também tem formação em guia de turismo, e graduação em Propaganda com ênfase em Marketing.
O livro
Os escritos buscam manter viva a memória do povo papa-banana, pois retratam situações e sentimentos vividos pela professora Carmela ao longo de muitos anos, vivendo ou vivenciando o dia a dia do livramentense. Histórias de descobertas, carinho e a admiração pelo povo do lugar, já que a professora era de Falciano di Mon dragone, provincia de Nápoles, na Italia. Vários temas são abordados nas dezenas de páginas da publicação como: O telegrafo em Nossa Senhora do Livramento; a comissão Rondon e sua contribuição; os Cemitérios da Sesmaria Ventura; da Cabeceira da Santana; da Rancharia; de Ribeirão dos Cocais; o cemitério de "Rondon" e as histórias antigas da Sesmaria Boa Vida de Mata Cavalo; Cocais; a casa antiga, o córrego e o ouro de Cocais; o poço e o relógio da praça no centro de Livramento; Wandel Wenceslau Leite de Barros (o poeta), entre outros lugares e ilustres personagens como a Casa de São Benedito e a boa convivência com Manoel Lourenço (seo Neco). Até uma simples visita na casa de Chuíco (que faleceu aos 103 anos) ela retrata muito bem no livro.
Em suma, a escrita deixada foi como uma espécie de refúgio da estimada professora, que era muito extrovertida e preferia demonstrar seus sentimentos através da boa amizade e por meio de papel e caneta. Dessa forma, dona Carmela conseguiu transmitir em palavras tudo que viu e ouviu.
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