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Professor Honório Laucídio Galvão - Tipos Populares
Cidades
O grande poeta e historiador Moisés Martins numa de suas magníficas letras nos brinda com o seguinte verso:
“Toda cidade tem seu tipo”.
Cuiabá também os tem
Uma cidade sem eles
Vive cheia de ninguém”
Em Nossa Senhora do Livramento isso não é diferente, pois aqui existiram e ainda existem esses tipos populares.
Homens e mulheres humildes, simples, despretensiosos, inteligentes, ingênuos,engraçados, irônicos, espirituosos, uns normais para os “padrões vigentes”; outros, excepcionais, mas que se notabilizaram pelos seus feitos ou pelo simples fato de existirem
Se buscarmos nos baús do passado vamos relembrar alguns bordões, ditados populares, apelidos, criados por eles e dos quais muitas vezes foram foram alvos também.
Para quem morou no município ou que tenha convivido com algumas dessas personalidades percebeu o quanto representaram para toda uma geração.
Quase todas essas pessoas ficaram conhecidas pelos seus apelidos e é pela alcunha que citaremos a maioria delas.
Convém lembrar que os nomes e/ou apelidos aparecerão numa ordem aleatória.
Ei-los : Mariquinha de Cezoste, Zéfe Monteiro, Seo Neco Caolho, Milú, Antonio Lisboa (Nhô), Silvino, Antonio de Mulato, Seo Cosme, Zé Cavalo, Ana Feliciana, Benedito Trem de Ferro, José Maria, Majorzinho, Mané Carijó, Gonçalo Fortes, Esteva, Eugenio do Bamba, Honorato (iata), Nhá Flor, Pio (compadre Malaquias), Pedro Jacaré, Téio, Vado Carioca, Fortunata, Sea Mariquinha do Correguinho, Chengo, Seo Fáte, Daciano,Totonho, Mané-Coxa-Móle, Zequinha de Dorô, Adílio, Seo Pompéu, Chanda, Damázia, Chinholão, Zé Raimundo (Chefe), Titito de Malaquias, José Porrinha, Seá Graciana,Mané Ponce, Vó Dita, Vicentinho de Maria de João, Maria Pepé, Ana Onça, Chico Lixeira, Mané Gambá, Olímpio, Cutinga, Claro Arraia, Moisés Peente, Julinho (julio brilhante), Mudo de Nhá Pitu, Henrique Paraguai, Netinho de Pifano, Chicona, Gonçalo de Feliciano, Legal, Julião, Nhonhô Macete, Góio Rubafino, Nanona, Cury, Mané boi, Alaôr, Valentina, Seo Dito de Malaquias, Seo Náta, Benedito Pé-de-bola, Isaque Pamba, Totó Caramujo, Jacú, Tieta, Erundino, Jurandir Lucas Xavier (Jura), Nenê de Malaquias, Amâncio (lobete), Minga, João Porribano, Cerinha, Gonçalo de Filo, José Jipe, João Toyota, Chundi, Rêne Cangaceiro, Miltão, Maria Meu Bem, José Cochonio, Caxixa, Nhô Sempre (mestre), Ginú da Cabeleira, Cezario Sarat, Ambrózio, Chalo, Henrique Tombeira, Boy, Fiinho, Bento de Leove, Mané Simião, Galego, Nhá Chica do Morrinho, Biloca, Chispa, Mestre Sabino, Bugreiro, Nhô Ruge, Bugre do Buritizinho, Vicentão, Nhá Paula, Xandó, Ditó, Urubú, Nhonhô Boquinha, Umberto Morão, Mané Quero-Cagar, João Tatu, Uí Caçamé, Antonio Catiçá, Zé Pneu, Juca Coruja, João Ararinha, Socó, Acari, Mané Cabeça, Zé Camelo,Gil Biriba,Mateuzinho, Nhá Serva, Licinio da Cabeceira da Santana, Antonio Monge, Pelé, Gêda, Gonçalo- Peixe- Sêco, Dito Satanás, Bodinho, Maria de Balbino, Maria de Bio, Chico Touro, Zécão, Chichilo Beiçudo, Nenê de Nhazinha, Cândido, Robertão, João Mamão, Doutor Severino, Caiaiau, Mindo, Juca de Sevê, Paulino da Várzea, Chico Carão, Caldeirão,Sinharita, Chiaia, Oney Massabarro, Bi, Dudú Cobrão, Minéco, Tanaca,Eugênio Galvão, João-de-Cira,Sinhôca, Nequim, Seo Dito Né, João de Nhá Chica do Morrinho, Seá Dita do Buritizinho, Bigú, Machado, Dorica, Jaburu, Nhô Bastião, Mutuca de Baiá, Touro Baio, Pinguinha, Puru, Castelo, Vicente de Mané Carijó, Dona Sila Sarat, Mané Cezário, João Toticão, Chachalo,Ataíde Tatu, Lalá, Juca Borracha, Juge, Gabirú, Afonso Preto, João Gonçalo, Zé Massarico, Caga-Sêbo, Mané Pantaleão, Turico, Machim, Bijange, Nonito Chagas, Dito Prancha, Jujú Benevides,Gonçalo Mossoró, Gegé Touro, Buí,Mandu Doceiro, José Santeiro, José Saracuá, Nhô Lipe, Chuíco, Seo Neco de Indona, João Fabiano, Pedrinho de Alonso, Gevé, Lulu Ticontei, Zéio, Tatica, LuLú de Armindo, Seo Ivo,Gé Tartaruga, Neide Furacão, Candú, Zé Cotia,João Farofa, Mocinho Só pra Moldê, Seo Aquino,Ananélis, Ciro de Luzia, Ciro Bananinha.
Portanto, essas pessoas,cada uma com o seu jeito peculiar de ser e de viver, deixaram marcas incrustadas na nossa memória, e no caso dos que partiram, foram perdas indeléveis que o tempo não foi capaz de apagar, ainda bem...!
Honório Laucídio Galvão é professor, escritor e membro da Academia Lítero-cultural Pantaneira.
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